{"id":775,"date":"2016-10-18T01:09:36","date_gmt":"2016-10-18T01:09:36","guid":{"rendered":"http:\/\/ccmpucminas.com\/?page_id=775"},"modified":"2016-10-18T01:09:36","modified_gmt":"2016-10-18T01:09:36","slug":"invasoes-barbaras-rebeca-prado-sua-viking-lif-e-outras-mulheres-das-hqs","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/invasoes-barbaras-rebeca-prado-sua-viking-lif-e-outras-mulheres-das-hqs\/","title":{"rendered":"Invas\u00f5es b\u00e1rbaras: Rebeca Prado, sua viking Lif e outras mulheres das HQs"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Por<\/strong> <strong>Carolina Andrade e Rafaella<\/strong><strong> Rodinistzky. <\/strong>Ruiva, de cabelos ondulados, baixinha e com a ponta do dente quebrada. Criadora e criatura se misturam. Essa poderia ser a viking Lif, que habita as p\u00e1ginas dos quadrinhos <em>Navio Drag\u00e3o<\/em>, mas a descri\u00e7\u00e3o se encaixa tamb\u00e9m em Rebeca Prado, 26 anos, sua idealizadora, que busca outras representa\u00e7\u00f5es femininas nesse universo gr\u00e1fico. Enquanto Lif coleciona escalpos, a belo-horizontina Rebeca coleciona campanhas de financiamento coletivo surpreendentes. Logo no lan\u00e7amento do livro <em>Navio Drag\u00e3o<\/em>, sua primeira iniciativa no <em>crowdfunding<\/em>, a quadrinista arrecadou aproximadamente 38 mil reais \u2013 a meta a ser batida era de 15 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cO personagem que sempre achei mais f\u00e1cil de criar era alguma coisa pr\u00f3xima a mim. Ent\u00e3o, eu pensei algumas caracter\u00edsticas f\u00edsicas que fossem mais acess\u00edveis, algumas caracter\u00edsticas minhas: cabelos, ser mais baixinha, o dente meio quebrado e tal. Em termos de personalidade, eu queria fazer uma coisa que contrastasse com o tra\u00e7o mais suave, mas que n\u00e3o fosse for\u00e7ado. Quis, ent\u00e3o, trabalhar dentro do universo viking, que \u00e9 mais bruto. Fui pegando esses aspectos at\u00e9 formar toda uma personagem\u201d, afirma a ilustradora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Rebeca tem a fala suave como seu tra\u00e7o, gestos calmos e inspira tranquilidade. Perguntamos, ent\u00e3o, de onde vem a personalidade de Lif \u2013antissocial, bruta, indiferente aos sentimentos alheios? A autora revela que \u00e9 introvertida, mas possui um tipo de introvers\u00e3o diferente: lida bem com grandes multid\u00f5es, fala em eventos como o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) e a ComicCon Experience, mas n\u00e3o sabe o que fazer quando pessoas a abordam cara a cara para conversar sobre seus quadrinhos. Rebeca \u00e9 figura conhecida nas feiras de artes gr\u00e1ficas de Belo Horizonte, onde, apesar da timidez, conversa da melhor maneira com quem aparece em sua mesa.<\/p>\n<div id=\"attachment_751\" style=\"width: 405px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-751\" class=\"  wp-image-751 alignright\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/1939533_578297782304181_3476165706893209632_o.jpg\" alt=\"1939533_578297782304181_3476165706893209632_o\" width=\"399\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/1939533_578297782304181_3476165706893209632_o.jpg 2048w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/1939533_578297782304181_3476165706893209632_o-300x197.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/1939533_578297782304181_3476165706893209632_o-768x506.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/1939533_578297782304181_3476165706893209632_o-1024x674.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><p id=\"caption-attachment-751\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\">A Lif \u00e9 o contr\u00e1rio do estere\u00f3tipo feminino, isso foi proposital? \u201cAh, para o bom entendedor, meia palavra basta, n\u00e9? Ela \u00e9, sim, fora do estere\u00f3tipo feminino, ponto. Eu n\u00e3o imponho nada pra ningu\u00e9m, e \u00e9 por isso que eu n\u00e3o vou impor uma personagem dentro de um estere\u00f3tipo\u201d, explica a ilustradora que afirma utilizar das ambiguidades na cria\u00e7\u00e3o dos seus personagens para despertar a aten\u00e7\u00e3o dos leitores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para seguir no meio dos quadrinhos, majoritariamente formado por homens, desafiar estere\u00f3tipos \u00e9 um ato tanto cotidiano como necess\u00e1rio. Rebeca sente que precisa justificar sua presen\u00e7a ali o tempo todo. \u201cA gente sofre com isso. \u00c0s vezes h\u00e1 um coment\u00e1rio disfar\u00e7ado em tom de brincadeira e a gente fica constrangida. Ou, ainda, a pr\u00f3pria forma como as pessoas lidam com a nossa atividade: \u2018Ah, o seu trabalho \u00e9 muito bom pra uma mulher\u2019. Eles pensam que isso \u00e9 um elogio, mas n\u00e3o \u00e9. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de mercado, \u00e9 uma quest\u00e3o sociocultural tamb\u00e9m.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">De fato, o mercado de quadrinhos tem se adaptado \u00e0 presen\u00e7a das mulheres. Contudo, mesmo com essas novas aberturas, Rebeca explica que ainda h\u00e1 divis\u00f5es de nicho de trabalho e desvaloriza\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as produzidas por elas. \u201cNo mercado editorial, h\u00e1 uma vis\u00e3o de que mulher produz coisas pra crian\u00e7as e para outras mulheres. Essas restri\u00e7\u00f5es acabam podando nosso espa\u00e7o ali dentro\u201d, ressalta a artista.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para seguir nos quadrinhos, meio majoritariamente formado por homens, desafiar estere\u00f3tipos \u00e9 uma atitude tanto cotidiana como necess\u00e1ria. Rebeca sente que precisa justificar sua presen\u00e7a ali, o tempo todo. \u201c`\u00c0s vezes dizem que meu trabalho \u00e9 muito bom para uma mulher. Eles pensam que isso \u00e9 um elogio, mas n\u00e3o \u00e9. N\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de mercado; \u00e9 sociocultural tamb\u00e9m\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">A presen\u00e7a de mulheres nos quadrinhos na capital, mas com reverbera\u00e7\u00f5es em outras cidades, ganhou peso a partir 2013, com o projeto <em>Zine XXX<\/em>, que, enquanto era colocado em pr\u00e1tica, n\u00e3o se sabia o tamanho do impacto que causaria tr\u00eas anos depois. O <em>Zine XXX<\/em> foi uma colet\u00e2nea de cinco fanzines impressos, de 24 p\u00e1ginas cada, ilustrados apenas por mulheres (cis e trans), elaborada via financiamento coletivo e a dist\u00e2ncia, j\u00e1 que as colaboradoras vinham de todo o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ningu\u00e9m sabia ao certo a dimens\u00e3o ou o significado de uma publica\u00e7\u00e3o independente feita apenas por mulheres. Hoje sabemos: o <em>Zine XXX<\/em> abriu portas a quadrinistas, que se consolidaram no mercado: Laura Athayde, Aline Lemos (Desalienada), Gabriela Masson (Lovelove6), Samanta Floor, Sirlanney Nogueira (Magra de Ruim). \u201cIniciativas como o <em>Zine XXX<\/em> e outros projetos como a <em>Revista Inverna<\/em> e o <em>Lady\u2019s Comics<\/em> s\u00e3o importantes n\u00e3o s\u00f3 porque, digamos, suprem uma lacuna no mercado. Os projetos n\u00e3o apenas criam ou seguem um nicho mercadol\u00f3gico, mas possibilitam espa\u00e7os para incentivar e fortalecer autoras mulheres\u201d, comenta a belo-horizontina Aline Lemos, contribuinte do <em>Zine XXX<\/em>, em 2013, e hoje integrante do coletivo de mulheres quadrinistas, <em>ZiNas<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Al\u00e9m do <em>ZiNas<\/em>, j\u00e1 bastante conhecido no meio gr\u00e1fico de BH, novos coletivos constitu\u00eddos exclusivamente por mulheres comp\u00f5em a cena, como o <em>Lun\u00e1tica<\/em>\u00a0e o <em>Senhoritas de Patins<\/em>. Para as meninas que chegam ao nicho dos quadrinhos, Rebeca se posiciona de bra\u00e7os abertos. \u201cPra n\u00e3o terem medo da gente, sabe? Porque eu acho que a gente \u00e9 ensinada, por v\u00e1rias coisas, que a mulher tem que concorrer uma com a outra, que ela tem que competir. Mas n\u00e3o, a gente t\u00e1 aqui pra acolher, pra ver o trabalho, cuidar e ajudar se precisar. Eu acho que a maior dica de todas, e que ningu\u00e9m me deu, \u00e9 coragem, porque vai ter hora que voc\u00ea vai depender s\u00f3 dela e de nada mais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">De coragem em m\u00e3os, Rebeca lutou como uma viking na cena das HQ\u2019s para provar o valor de seu tra\u00e7o. A jovem, que adorava ler quadrinhos e mang\u00e1s quando crian\u00e7a, desenvolveu ao longo da vida o h\u00e1bito de ilustrar com tra\u00e7os bem delineados as narrativas fant\u00e1sticas que criava em sua cabe\u00e7a. Contudo, toda essa delicadeza nos trabalhos se transformou, segundo ela, em um problema quando ingressou em uma faculdade de Artes Visuais. Rebeca afirma que enfrentou bastante resist\u00eancia de colegas e professores por ter o desenho mais figurativo, e n\u00e3o experimental, como a academia demandava.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Rebeca conta que um professor de Teoria da Cor (mat\u00e9ria que ela hoje ministra na Casa dos Quadrinhos) a alfinetava: \u201cEsse pano em que voc\u00ea limpa o pincel est\u00e1 mais bonito do que o seu desenho\u201d. Hoje, ela avalia: \u201cEu adoro o abstrato, mas n\u00e3o consigo lidar com ele no meu trabalho. Talvez as abordagens n\u00e3o tenham sido das melhores na faculdade, e eu acabei perdendo um pouco a vontade de trabalhar. E n\u00e3o s\u00f3 a vontade, fui perdendo a seguran\u00e7a para fazer, porque nada que eu fazia estava bom, nada se encaixava. E, mesmo se eu tentasse outra coisa, n\u00e3o era suficiente, e eu fui falando \u2018ah ent\u00e3o eu n\u00e3o vou fazer\u2019\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Somos ensinadas, por v\u00e1rias coisas, que uma mulher tem que competir com a outra. Mas isso n\u00e3o \u00e9 verdade. Estamos aqui para acolher, para ver o trabalho, cuidar e ajudar, se for preciso. A principal dica \u00e9 ter coragem. Vai ter hora em que voc\u00ea s\u00f3 depender\u00e1 dela, de nada mais<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mas fez. E uma das hist\u00f3rias de reconhecimento profissional que Rebeca conta com efusividade \u00e9 a de seu encontro com Gail Simone, durante o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) de 2013 em Belo Horizonte. Simone foi a criadora da primeira protagonista transg\u00eanero das hist\u00f3rias em quadrinhos em uma grande editora, A <em>Batgirl<\/em>, da <em>DC Comics<\/em>, durante a fase <em>Novos 52<\/em>. Al\u00e9m disso, Gail foi a roteirista que mais escreveu HQ\u2019s da Mulher Maravilha e tamb\u00e9m trabalhou para a Marvel nos n\u00fameros finais de <em>Deadpool.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Apresenta\u00e7\u00f5es \u00e0 parte, Gail aterrissou no Brasil para o FIQ e se deparou com uma viking em terras tropicais. \u201cA Gail pegou meu trabalho e me falou que era a melhor coisa que tinha visto no evento. Ela o levou, traduziu as tiras e mant\u00e9m contato comigo at\u00e9 hoje. Contato mesmo, de chamar no Facebook \u2018e a\u00ed, como que voc\u00ea t\u00e1?\u2019 Eu fico muito, muito feliz com isso. Na hora, fui muito profissional. Mas, depois que ela saiu, eu achei que eu ia desmaiar, meu corpo ficou mole, minha cabe\u00e7a ficou quente e eu pensava \u2018meu deus, o que aconteceu?\u2019. Eu n\u00e3o fui l\u00e1 mostrar o meu trabalho pra ela, mas ela foi ver, isso que foi pra mim o mais interessante. Esse fato vai superar qualquer coisa ruim que tenha acontecido na minha carreira. Me agarro nisso v\u00e1rias vezes\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_745\" style=\"width: 376px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-745\" class=\"  wp-image-745 alignleft\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/14551032_1179947998746149_1332341959_o.jpg\" alt=\"14551032_1179947998746149_1332341959_o\" width=\"370\" height=\"208\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/14551032_1179947998746149_1332341959_o.jpg 1184w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/14551032_1179947998746149_1332341959_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/14551032_1179947998746149_1332341959_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/14551032_1179947998746149_1332341959_o-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px\" \/><p id=\"caption-attachment-745\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Rafaella Rodinistzky<\/p><\/div>\n<p>Com uma mente empreendedora, a multiartista transcende seu nicho de mercado profissional e, al\u00e9m de lecionar e criar, ainda colabora com projetos de design e fotografia. Um de seus mais recentes trabalhos vem sendo feito em parceria com a ag\u00eancia de design Amarelo Criativo, onde Rebeca colabora com pe\u00e7as e leciona nos workshops de \u201cT\u00e9cnicas e experimenta\u00e7\u00f5es em aquarela\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">\u201cEla \u00e9 muito criativa, divertida e excepcionalmente talentosa\u201d, define a dona da ag\u00eancia Amarelo Criativo, Thalita Alves. \u201cQuando come\u00e7amos a desenvolver os projetos de workshop em BH, nosso objetivo era suprir uma demanda de cursos que faltavam na cidade. Para dar credibilidade a esses cursos, procuramos os melhores dos melhores para lecionar. Durante esse processo, o nome da Rebeca foi citado in\u00fameras vezes. Marcamos uma reuni\u00e3o para conversarmos e ficamos abismados com o seu portf\u00f3lio\u201d, conta Alves.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A presen\u00e7a tranquila e alegre \u00e9 percebida quando se trata da ilustradora. Durante a entrevista, um dos originais que estavam espalhados pela mesa se destacou. O papel tinha uma textura mais espessa, mas n\u00e3o se parecia com um <em>canson \u2013<\/em> papel de gramatura mais densa, utilizado geralmente para pintura. \u201cEle \u00e9 100% algod\u00e3o, \u00e9 praticamente uma camiseta!\u201d, conta Rebeca sorrindo. Diz que quase n\u00e3o os tira de casa, j\u00e1 que o toque dos dedos costuma manch\u00e1-los. \u201cEsse aqui foi feito com apenas tr\u00eas cores\u201d, aponta para a figura de um garoto ruivo. Fica dif\u00edcil imaginar que tantos detalhes contenham apenas tr\u00eas cores, da mesma forma que fica dif\u00edcil acreditar que um pano de limpeza de pincel fosse melhor que as aquarelas de Rebeca Prado.<\/p>\n<div id=\"attachment_769\" style=\"width: 646px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-769\" class=\" size-full wp-image-769 aligncenter\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/tirinha-lif-12.jpg\" alt=\"tirinha-lif-12\" width=\"640\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/tirinha-lif-12.jpg 640w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/tirinha-lif-12-300x156.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-769\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Carolina Andrade\u00a0<\/strong>\u00e9 graduanda do curso de jornalismo da PUC Minas. Viciada em m\u00fasica, s\u00e9ries e livros, descobriu no jornalismo um mundo abrangente que a permite se reinventar constantemente e interagir com as artes por meio da escrita.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Rafaella Rodinistzky <\/strong>\u00e9 graduanda do curso de jornalismo da PUC Minas e encontrou na paix\u00e3o pelos quadrinhos mais um motivo para escrever. Sobre o assunto, tem publicadas, de maneira independente, a entrevista <em>Desenquadradx<\/em>, com a cartunista Laerte Coutinho pela revista <em>Farpa<\/em> (2015), uma mat\u00e9ria especial sobre g\u00eanero e quadrinhos, pela revista <em>Transcendente<\/em> (2014), e uma tirinha pela colet\u00e2nea <em>Zine XXX<\/em> (2013).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carolina Andrade e Rafaella Rodinistzky. Ruiva, de cabelos ondulados, baixinha e com a ponta do dente quebrada. Criadora e criatura se misturam. 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