{"id":230,"date":"2016-07-13T19:37:14","date_gmt":"2016-07-13T19:37:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/?page_id=230"},"modified":"2016-07-13T19:37:14","modified_gmt":"2016-07-13T19:37:14","slug":"o-humor-parodico-na-tv-em-transicao-de-tv-pirata-a-ta-no-ar","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/o-humor-parodico-na-tv-em-transicao-de-tv-pirata-a-ta-no-ar\/","title":{"rendered":"O humor par\u00f3dico na \u201cTV em transi\u00e7\u00e3o\u201d: de TV Pirata a T\u00e1 no ar"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por G\u00e1udio L. F. Bassoli e Paula G. Sim\u00f5es. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><em>T\u00e1 no Ar: A TV na TV<\/em> \u00e9 uma s\u00e9rie de humor da Rede Globo de Televis\u00e3o, criada por Marcelo Adnet e Marcius Melhem. O programa estreou em 10 de abril de 2014 e seguiu com temporadas em 2015 e 2016. Cada epis\u00f3dio come\u00e7a com uma \u201cinterrup\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o\u201d, parodiando a vinheta do plant\u00e3o de jornalismo e o \u201ctoque de 5 segundos\u201d. No epis\u00f3dio de estreia, aparece uma das recorrentes par\u00f3dias com as faixas et\u00e1rias indicativas, avisando: \u201cesse programa n\u00e3o \u00e9 recomendado para quem tem claustrofobia\u201d. O programa simula uma zapeada fren\u00e9tica, como se o telespectador estivesse assistindo \u00e0 televis\u00e3o com outra pessoa tendo o controle remoto na m\u00e3o. Quando a mudan\u00e7a de canais finalmente para, uma faixa no canto inferior indica o nome do programa, semelhante \u00e0 televis\u00e3o paga. Assim acontece a transi\u00e7\u00e3o entre os curtos esquetes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A estreia em 2014 rendeu \u00e0 Globo a primeira coloca\u00e7\u00e3o na audi\u00eancia, com 9,6 pontos de m\u00e9dia, segundo dados levantados pelo IBOPE na Grande S\u00e3o Paulo. A audi\u00eancia diminuiu ao longo daquela temporada na televis\u00e3o, mas foi sucesso pela internet, tendo mais visualiza\u00e7\u00f5es no canal G1 do que as novelas da Globo (<a href=\"http:\/\/noticiasdatv.uol.com.br\/noticia\/televisao\/humoristico-ta-no-ar-tem-mais-audiencia-na-web-do-que-novela-3089\">Castro, 2014<\/a>), carro chefe do entretenimento e da pr\u00f3pria emissora. A composi\u00e7\u00e3o do programa, \u201cum misto de esquetes sobre TV, pol\u00edtica e comportamento cujo estofo principal \u00e9 o notici\u00e1rio e a cultura pop\u201d indica que o p\u00fablico do <em>T\u00e1 no ar<\/em> \u201cseria o jovem ou adulto (18 a 45), escolarizado, em sintonia com o que acontece dia a dia no mundo\u201d (<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/lucianacoelho\/2016\/03\/1754267-com-ta-no-ar-adnet-e-melhem-levantam-qi-do-humor-brasileiro.shtml\">Coelho, 2016<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na discuss\u00e3o que se segue, fazemos uma breve considera\u00e7\u00e3o sobre a televis\u00e3o como um dispositivo para, em seguida, propor um paralelo (repetido v\u00e1rias vezes pela cr\u00edtica jornal\u00edstica) entre o <em>T\u00e1 no ar<\/em> e o <em>TV Pirata<\/em>, al\u00e9m de uma discuss\u00e3o sobre as tens\u00f5es da ideologia profissional dos humoristas com a TV, tens\u00f5es que aparecem inclusive pelas possibilidades e limites da midiatiza\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio em que a televis\u00e3o, n\u00e3o tendo \u201cmorrido\u201d, ainda ocupa um lugar central em nossa cultura.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Televis\u00e3o como dispositivo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em <em>A televis\u00e3o levada a s\u00e9rio<\/em>, Arlindo Machado (2001, p. 10-11) alega que a televis\u00e3o pode ser abordada como um <em>dispositivo<\/em> audiovisual atrav\u00e9s do qual uma civiliza\u00e7\u00e3o pode exprimir seus pr\u00f3prios anseios e d\u00favidas, as suas inquieta\u00e7\u00f5es, as suas descobertas, os voos de sua imagina\u00e7\u00e3o, as suas cren\u00e7as e descren\u00e7as. Nesse sentido, como sugeriu Stuart Hall (1972), a televis\u00e3o est\u00e1 associada \u00e0 \u201cquerela da sociedade consigo mesma\u201d (p. 72).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A origem do termo dispositivo remete \u00e0 Michel Foucault, sendo sua obra caracterizada como uma \u201cfilosofia dos dispositivos\u201d: \u201ca preocupa\u00e7\u00e3o principal de Foucault \u00e9 com os dispositivos de controle e com os modos pelos quais eles atuam nas rela\u00e7\u00f5es, nos mecanismos e jogos de poder\u201d (Alzamora, Silva, 2014, p. 77). Leitores do \u201cpai do conceito\u201d, Deleuze e Agamben respondem, cada qual ao seu modo, \u00e0 pergunta \u201co que \u00e9 um dispositivo?\u201d. O primeiro diz ser \u201cuma esp\u00e9cie de novelo ou meada, um conjunto multilinear [&#8230;] composto de linhas de natureza diferente\u201d (<a href=\"http:\/\/escolanomade.org\/2016\/02\/24\/deleuze-o-que-e-um-dispositivo\/\">Deleuze, 1990<\/a>), enquanto o segundo \u201cqualquer coisa que tenha de algum modo a capacidade de capturar, orientar, determinar, interceptar, modelar, controlar e assegurar os gestos, as condutas, as opini\u00f5es e os discursos dos seres viventes\u201d (<a href=\"http:\/\/www.uc.pt\/iii\/ceis20\/conceitos_dispositivos\/programa\/agamben_dispositivo\">Agamben, 2005<\/a>), at\u00e9 mesmo \u2013 e especialmente \u2013 a linguagem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A televis\u00e3o \u00e9 um dispositivo, \u201cuma vez que os meios, a m\u00eddia ou ainda os <em>media<\/em> \u2013 forma que tem sido empregada em textos acad\u00eamicos para ressaltar o car\u00e1ter plural do termo \u2013 implicam em dimens\u00f5es materiais [&#8230;] e imateriais\u201d (Alzamora, Salgado, 2014, p. 112). A dimens\u00e3o material \u00e9 aquilo que pode ser nomeado como suporte, enquanto a imaterial refere-se aos conte\u00fados, significados, interpreta\u00e7\u00f5es, enfim, ao simb\u00f3lico (idem). Claro, \u00e9 preciso reconhecer que \u201co interesse pela no\u00e7\u00e3o de dispositivo no \u00e2mbito dos estudos comunicacionais se refere \u00e0 flexibilidade do conceito e \u00e0s suas possibilidades de adapta\u00e7\u00e3o a variados objetos e prop\u00f3sitos\u201d (Alzamora, Silva, 2014, p. 79). Nem sempre no vi\u00e9s foucultiano do controle, h\u00e1 uma procura de perceber o sistema de rela\u00e7\u00f5es, o que implica alguns desafios metodol\u00f3gicos, levando em conta que o conceito \u201cexpande mais que recorta empirias, [&#8230;] amplia mais que especifica enfoques\u201d (idem, p. 80). De nossa parte, dispositivo interessa para pensar as linhas de for\u00e7a observ\u00e1veis na TV no cen\u00e1rio de midiatiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os dispositivos constituem uma rede integrada, o que acontece h\u00e1 muito tempo no caso da m\u00eddia. Mesmo antes do surgimento da internet, a TV j\u00e1 realizava interc\u00e2mbios com a m\u00eddia impressa, o r\u00e1dio, o cinema, entre outros. Por exemplo, como lembra <a href=\"http:\/\/www.compos.org.br\/biblioteca\/compos_comautoria_2866.pdf\">Silva (2015, p. 4)<\/a>, h\u00e1 muito televis\u00e3o e jornalismo t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica: \u201ca TV precisa de visibilidade e usa o espa\u00e7o do jornalismo impresso para obter <em>status<\/em> de seriedade; o jornalismo usa a popularidade da programa\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o de forma comercial, a fim de ampliar a vendagem\u201d. Mas agora a integra\u00e7\u00e3o acontece de uma forma muito espec\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Midiatiza\u00e7\u00e3o, entendida aqui tanto como \u201cprocessos sociais espec\u00edficos em certas inst\u00e2ncias (pol\u00edtica, entretenimento, aprendizagem)\u201d, quanto como, ao n\u00edvel macro, \u201cmidiatiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria sociedade\u201d (Braga, 2007), nos ajuda a dar conta do cen\u00e1rio contempor\u00e2neo. Se a m\u00eddia e suas intera\u00e7\u00f5es est\u00e3o se tomando o \u201cprocesso interacional de refer\u00eancia\u201d (Braga, 2007) na contemporaneidade, \u00e9 natural que as m\u00eddias dialoguem entre si e afetam umas \u00e0s outras. Por isso, lembramos aqui como foi recorrente o diagn\u00f3stico de que a internet iria \u201cmatar a televis\u00e3o\u201d. O que \u00e9 comum, pois, quando surge um novo dispositivo midi\u00e1tico, se profetiza a morte dos anteriores e, por exemplo, j\u00e1 se disse que a escrita mataria a oralidade, a televis\u00e3o mataria o r\u00e1dio e o cinema, entre outros exemplos de progn\u00f3sticos mal-sucedidos. Ao inv\u00e9s de a televis\u00e3o morrer, como era previsto por v\u00e1rios estudiosos e observadores, o que aconteceu foi uma adapta\u00e7\u00e3o e uma simbiose com as novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.compos.org.br\/biblioteca\/socialtvetelenovela-an%C3%A1lisedarepercuss%C3%A3odegera%C3%A7%C3%A3obrasileimp%C3%A9rionasredessociais._2867.pdf\">Borges, Lopes, 2015<\/a>; Fran\u00e7a, 2009; Miller, 2009). Observar como isso se deu especificamente no humor par\u00f3dico, apontando rupturas e continuidades, \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o que pretendemos desenvolver aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Humor par\u00f3dico: rupturas e continuidades<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Estamos chamando de humor par\u00f3dico aquele que faz autorrefer\u00eancia \u00e0 TV (Duarte, 2004), entendendo par\u00f3dia como \u201crepeti\u00e7\u00e3o com diferen\u00e7a\u201d (Hutcheon, 1985). Embora o humor par\u00f3dico possa ser observado em quadros de imita\u00e7\u00e3o de programas como a <em>Pra\u00e7a \u00e9 Nossa<\/em>, os expoentes disso que poder\u00edamos chamar de um subg\u00eanero do humor foram atra\u00e7\u00f5es da Rede Globo: <em>TV Pirata<\/em>, <em>Casseta &amp; Planeta, Urgente!<\/em> e, recentemente, <em>T\u00e1 no ar: a TV na TV<\/em>. Pelas compara\u00e7\u00f5es feitas pela cr\u00edtica jornal\u00edstica entre o primeiro e o terceiro, bem como por semelhan\u00e7as facilmente observ\u00e1veis, investimos em algumas considera\u00e7\u00f5es sobre ambos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Um destaque do <em>T\u00e1 no ar: a TV na TV<\/em> foi a realiza\u00e7\u00e3o de piadas tidas como proibidas pela Globo, como, por exemplo, falar dos concorrentes, ironizar an\u00fancios publicit\u00e1rios, reproduzir acusa\u00e7\u00f5es de que a rede mente e manipula. Logo no primeiro epis\u00f3dio, <a href=\"http:\/\/globoplay.globo.com\/v\/3274530\/\">Silvio Santos foi imitado<\/a>, <a href=\"http:\/\/globoplay.globo.com\/v\/3274468\/\">a propaganda de carne da empresa Friboi foi alvo de brincadeira<\/a>, <a href=\"http:\/\/globoplay.globo.com\/v\/3274492\/\">um personagem vlogueiro ativista foi criado para cumprir a fun\u00e7\u00e3o de criticar os pr\u00f3prios quadros do programa e a emissora<\/a>. Sobre \u201cessa liberdade n\u00e3o convencional\u201d, o criador Marcius Melhem, em <a href=\"http:\/\/gente.ig.com.br\/tvenovela\/2014-03-25\/globo-libera-adnet-e-marcius-melhem-para-satirizarem-concorrencia-tabu-nenhum.html\">entrevista ao portal IG<\/a>, alegou n\u00e3o ter tido problema algum: \u201cna verdade, ficam umas coisas no ar que a Globo n\u00e3o deixa isso ou aquilo, mas isso nunca chegou (para n\u00f3s), n\u00e3o foi uma quest\u00e3o. A gente foi fazendo o que achava que era legal fazer\u201d. Curiosamente, embora a brincadeira do ataque \u201cinstitucional\u201d \u00e0 Globo seja novidade, na d\u00e9cada de 1980, o <em>TV Pirata<\/em> j\u00e1 fazia tanto <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=T2NRRoWftYU\">par\u00f3dias de an\u00fancios publicit\u00e1rios (como do famoso comercial do primeiro suti\u00e3<\/a>) quanto refer\u00eancias \u00e0s emissoras concorrentes e suas atra\u00e7\u00f5es (como <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=sUF3FvcfrK0\"><em>Balan\u00e7a, Mas N\u00e3o Sobe<\/em><\/a>, par\u00f3dia do global <em>Balan\u00e7a Mas N\u00e3o Ca\u00ed<\/em> e da <em>Pra\u00e7a \u00e9 Nossa<\/em>, do SBT). A ridiculariza\u00e7\u00e3o do \u201cpoliticamente correto\u201d (hoje no <a href=\"http:\/\/globoplay.globo.com\/v\/3274529\/\">vlogueiro <em>Militante<\/em><\/a>, antes no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=aF3aPUeaAkY\"><em>Piada em Debate<\/em><\/a>), al\u00e9m do apelo ao nonsense tamb\u00e9m estavam l\u00e1. Quais seriam, ent\u00e3o, as diferen\u00e7as dos \u201cpiratas\u201d para os humoristas hoje \u201cno ar\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Segundo <a href=\"http:\/\/observatoriodaimprensa.com.br\/tv-em-questao\/o-astro-de-uma-nova-geracao-de-humoristas\/\">Briglia (2015)<\/a>, \u201ctoda a tecnologia e interatividade proporcionada, na contemporaneidade, pelas rela\u00e7\u00f5es com a internet, n\u00e3o puderem ser exploradas pelo elenco de Guel Arraes\u201d. \u00c9 um aspecto a se destacar: o <em>T\u00e1 no ar<\/em> teve expressiva audi\u00eancia \u201cvirtual\u201d e isso tem suas raz\u00f5es de ser. O p\u00fablico t\u00edpico do programa interage consideravelmente na internet como tamb\u00e9m este \u00e9 um produto criado tendo a internet como uma realidade e (talvez mais e melhor do que outros de sua pr\u00f3pria emissora) uma possibilidade. O formato, especialmente o tamanho dos quadros, ressalta essa impress\u00e3o. \u201cS\u00e3o esquetes bem curtos, e, ao fundo, costurando tudo, ainda corre a brincadeira do zapeamento. \u00c9 a era do picotamento, da pouca paci\u00eancia, da aten\u00e7\u00e3o escapando\u201d (<a href=\"http:\/\/kogut.oglobo.globo.com\/noticias-da-tv\/critica\/noticia\/2014\/05\/muito-humor-em-esquetes-cada-vez-mais-curtos-uma-tendencia.html\">Kogut, 2014<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Com esse recurso, o <em>T\u00e1 no ar<\/em> inscreve-se numa tend\u00eancia contempor\u00e2nea do humor, que, no caso brasileiro, parece ter como exemplo paradigm\u00e1tico a produ\u00e7\u00e3o do canal <em>Porta dos Fundos<\/em> do site <em>YouTube<\/em>. A dura\u00e7\u00e3o curta e talvez o pr\u00f3prio conte\u00fado mais \u00e1cido e cr\u00edtico s\u00e3o recursos que potencializam o compartilhamento em redes sociais \u2013 estrat\u00e9gia que parece ter tido consider\u00e1vel pr\u00e9-medita\u00e7\u00e3o (especialmente levando em conta a autoria de Marcelo Adnet, que j\u00e1 utilizava as potencialidades da internet em seus tempos de TV paga, na MTV). \u00daltimo aspecto, n\u00e3o menos importante, \u00e9 o conte\u00fado exclusivo que <em>T\u00e1 no ar <\/em>disponibiliza na internet, como ocorre tamb\u00e9m com muitos outros programas da Globo hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O contraponto entre internet e televis\u00e3o integra o que poder\u00edamos chamar de uma <em>ideologia profissional <\/em>dos humoristas \u2013 nos termos de Mart\u00edn-Barbero (2009), parte das l\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o onde se situa o campo de tens\u00e3o entre exig\u00eancias do sistema produtivo e a iniciativa e criatividade. O humor na televis\u00e3o (aberta) sempre foi visto com muitos limites \u2013 tanto pela pr\u00f3pria forma de produ\u00e7\u00e3o quanto (principalmente) pelos impedimentos editoriais. Tanto na <a href=\"http:\/\/www.portadosfundos.com.br\/sobre\/\">fala dos criadores do canal <em>Porta dos Fundos<\/em><\/a> ou em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GGhmvY8rTFM\">improviso protagonizado por Marcelo Adnet no canal do tamb\u00e9m humorista Marcos Castro<\/a>, encontramos os comediantes problematizando essas condi\u00e7\u00f5es de produzir para a TV em contraponto \u00e0 internet. A <em>web<\/em> seria livre de censuras, podendo-se fazer humor cr\u00edtico e, na medida do poss\u00edvel, pol\u00eamico; enquanto na TV n\u00e3o se pode falar sobre minorias, nome de marcas, palavr\u00e3o, pol\u00edtica. Ao que parece, o imperativo por audi\u00eancia exigiria f\u00f3rmulas e limitaria o g\u00eanero em um meio, n\u00e3o em outro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Sem entrar aqui no espinhoso terreno da import\u00e2ncia de \u201climites do humor\u201d, interessa argumentar que ter a internet como \u201caliada\u201d, no caso do <em>T\u00e1 no ar<\/em>, n\u00e3o blindou o programa de sofrer cr\u00edticas e amea\u00e7as muito similares \u00e0s que o <em>TV Pirata<\/em> sofreu h\u00e1 quase 30 anos. Enquanto Chico An\u00edsio dizia que sua empregada n\u00e3o entendia as esquetes do programa de Guel Arraes, o produtor Boni alega que 90% das pessoas n\u00e3o entendem as piadas de Adnet. Enquanto <em>TV Pirata<\/em> teria corrido o risco de sair do ar pelos estranhamentos que suas inova\u00e7\u00f5es causaram, <em>T\u00e1 no ar<\/em> \u00e9 apresentado no portal G1 n\u00e3o na se\u00e7\u00e3o de humor\u00edsticos, mas como uma s\u00e9rie, sempre sob sensa\u00e7\u00e3o de que uma temporada seguinte pode n\u00e3o acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Se o g\u00eanero humor\u00edstico continua marcando com for\u00e7a seu espa\u00e7o, mantendo no lugar de patinho feio quem apresenta alguma dose de ousadia e inova\u00e7\u00e3o, \u00e9 sinal que a TV n\u00e3o est\u00e1 morta, pelo contr\u00e1rio, est\u00e1 bem viva. Ali\u00e1s, mesmo quem cria na internet reagindo a uma alegada falta de espa\u00e7o na televis\u00e3o, n\u00e3o deixa de tematizar e estar na TV (de novo, estamos falando do <em>Porta do Fundos<\/em>, de sua inser\u00e7\u00e3o na programa\u00e7\u00e3o da Fox e de esquetes como <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bzEwJUu3krI\"><em>O que voc\u00ea faria?<\/em><\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim, se a televis\u00e3o est\u00e1 sendo <em>midiatizada<\/em>, perpassada por outras l\u00f3gicas institucionais que n\u00e3o as tipicamente suas, vale notar, a partir do humor, como ela continua sendo um agente importante no processo de midiatiza\u00e7\u00e3o da sociedade, inclusive atravessando l\u00f3gicas institucionais de outras m\u00eddias. Mesmo que \u201cem transi\u00e7\u00e3o\u201d (Freire Filho, 2009), a televis\u00e3o \u00e9 (e talvez n\u00e3o deixe de ser, pelo menos por um bom tempo) um dos pilares de nossa cultura (Maigret, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-256\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/texto-paula-e-gc3a1udio.png\" alt=\"texto paula e g\u00e1udio\" width=\"650\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/texto-paula-e-gc3a1udio.png 650w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/texto-paula-e-gc3a1udio-300x231.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Paula Sim\u00f5es \u00e9 <\/strong>professora \u00a0do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela UFMG, possui Gradua\u00e7\u00e3o (2001) e Mestrado em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela mesma institui\u00e7\u00e3o (2004).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>G\u00e1udio Bassoli<\/strong> \u00e9 mestrando do programa de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o Social na\u00a0Universidade Federal de Minas Gerais. Possui gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Social habilita\u00e7\u00e3o em Jornalismo, com forma\u00e7\u00e3o complementar em Psicologia (2013), e habilita\u00e7\u00e3o em Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas (2014), pela mesma institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>ALZAMORA, G.; SALGADO, T. <strong>Conceitos de refer\u00eancia: M\u00eddia<\/strong>. In: FRAN\u00c7A, V.; MARTINS, B.; MENDES, A. (orgs.). Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade (GRIS): Trajet\u00f3ria, conceitos e pesquisa em comunica\u00e7\u00e3o. Belo Horizonte: Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas \u2013 PPGCom \u2013 UFMG, 2014. p. 110-113<\/p>\n<p>_______________; SILVA, T. <strong>Conceitos de refer\u00eancia: Dispositivo<\/strong>. In: FRAN\u00c7A, V.; MARTINS, B.; MENDES, A. (orgs.). Grupo de Pesquisa em Imagem e Sociabilidade (GRIS): Trajet\u00f3ria, conceitos e pesquisa em comunica\u00e7\u00e3o. Belo Horizonte: Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas \u2013 PPGCom \u2013 UFMG, 2014. p. 77-81<\/p>\n<p>BRAGA, J. L. <strong>Mediatiza\u00e7\u00e3o como processo interacional de refer\u00eancia<\/strong>. In: MEDA, A.; COOREA, D.; BRUNO, F. (orgs.) Imagem, visibilidade e cultura midi\u00e1tica. Porto Alegre: Sulina, 2007, p. 141-167<\/p>\n<p>DUARTE, E. <strong>Televis\u00e3o: ensaios metodol\u00f3gicos<\/strong>. Porto Alegre: Sulina, 2004.<\/p>\n<p>FRAN\u00c7A, V. <strong>A televis\u00e3o porosa \u2013 tra\u00e7os e tend\u00eancias<\/strong>. In: FREIRE FILHO, J. (org). A TV em transi\u00e7\u00e3o: Tend\u00eancias de programa\u00e7\u00e3o no Brasil e no mundo. Porto Alegre: Sulina, 2009. p. 27-52<\/p>\n<p>___________. <strong>A TV, a janela e a rua<\/strong>. In FRAN\u00c7A, V. (org). Narrativas televisivas: programas populares na TV. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2006. p. 13-45<\/p>\n<p>FREIRE FILHO, J. (org). <strong>A TV em transi\u00e7\u00e3o: Tend\u00eancias de programa\u00e7\u00e3o no Brasil e no mundo<\/strong>. Porto Alegre: Sulina, 2009.<\/p>\n<p>HALL, S. O papel dos programas culturais na televis\u00e3o brit\u00e2nica. In: MORIN, Edgar <em>et al.<\/em> <strong>Cultura e comunica\u00e7\u00e3o de massa.<\/strong> Rio de Janeiro: Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, 1972. p. 55-73.<\/p>\n<p>HUTCHEON, Linda. <strong>A theory of parody<\/strong>. The teachings of twentieth-century art forms. Londres: Methuen, 1985.<\/p>\n<p>MACHADO, A. <strong>A televis\u00e3o levada a s\u00e9rio<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Senac, 2001.<\/p>\n<p>MAIGRET, E. <strong>Sociologia da Comunica\u00e7\u00e3o e das M\u00eddias<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Ed. SENAC, 2010.<\/p>\n<p>MART\u00cdN-BARBERO, J. <strong>Dos meios \u00e0s media\u00e7\u00f5es: comunica\u00e7\u00e3o, cultura e hegemonia<\/strong>. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2009.<\/p>\n<p>MILLER, T. <strong>A televis\u00e3o acabou, a televis\u00e3o virou coisa do passado, a televis\u00e3o j\u00e1 era<\/strong>. In: FREIRE FILHO, J. (org). A TV em transi\u00e7\u00e3o: Tend\u00eancias de programa\u00e7\u00e3o no Brasil e no mundo. Porto Alegre: Sulina, 2009. p. 27-52<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por G\u00e1udio L. F. Bassoli e Paula G. Sim\u00f5es. T\u00e1 no Ar: A TV na TV \u00e9 uma s\u00e9rie de humor da Rede Globo de Televis\u00e3o, criada por Marcelo Adnet e Marcius Melhem. O programa estreou em 10 de abril de 2014 e seguiu com temporadas em 2015 e 2016. 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