{"id":1324,"date":"2017-09-25T10:10:11","date_gmt":"2017-09-25T13:10:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/?page_id=1324"},"modified":"2018-04-17T11:12:33","modified_gmt":"2018-04-17T14:12:33","slug":"o-machismo-introjetado-na-poesia-formas-e-conteudos-em-o-filme-da-minha-vida","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/o-machismo-introjetado-na-poesia-formas-e-conteudos-em-o-filme-da-minha-vida\/","title":{"rendered":"O machismo introjetado na poesia: formas e conte\u00fados em O Filme da Minha Vida"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Por Nanda Rossi.<\/strong> O \u201cFilme Da Minha Vida\u201d, lan\u00e7ado em agosto deste ano, \u00e9 o terceiro longa de dire\u00e7\u00e3o de Selton Mello. Baseado no livro \u201cUm Pai de Cinema\u201d, do chileno Antonio Sk\u00e1rmeta, o filme conta uma hist\u00f3ria ambientada nas Serras Ga\u00fachas nos anos cinquenta. Os pontos a serem discutidos passam, aqui, por tr\u00eas eixos: a forma, a estrutura (como parte da pr\u00f3pria forma), e a tem\u00e1tica. A forma e a estrutura, elementos principais do filme, sustentam e fazem do longa o que ele primeiramente \u00e9: uma beleza dotada de grande dose de poesia. Mas que n\u00e3o apagam, afinal, a problem\u00e1tica no conte\u00fado \u2014 a maneira como a tem\u00e1tica foi conduzida e principalmente conclu\u00edda: a estereotipiza\u00e7\u00e3o das personagens femininas e o machismo de um pai vangloriado que acaba por ser tratado de forma leviana.<\/p>\n<p align=\"justify\">O longa conta a hist\u00f3ria do jovem Tony Terranova (Johnny Massaro), professor de franc\u00eas na escola da cidade. Tony estudou fora e, ao voltar, passou por um trauma: seu t\u00e3o querido pai subiu no trem e foi embora para a Fran\u00e7a sem expor claramente seus motivos. Desde ent\u00e3o, Tony e sua m\u00e3e precisam lidar com o abrupto sentimento de aus\u00eancia. A pessoa mais pr\u00f3xima da fam\u00edlia, Paco (Selton Mello), \u00e9 uma figura masculina que no come\u00e7o do filme se faz de ombro amigo. Tony, individualmente, precisa equilibrar sua tristeza com as descobertas da juventude e do retorno \u00e0 cidade. Interessado em duas jovens irm\u00e3s, Luna (Bruna Linzmeyer) e Petra Madeira (Bia Arantes), ele acaba se envolvendo com a primeira. Em meio \u00e0s po\u00e9ticas aventuras com Luna e com seus alunos, Tony descobre que seu pai n\u00e3o foi bem sincero em rela\u00e7\u00e3o ao pouco que disse ao partir. Com o choque da revela\u00e7\u00e3o paterna, ele precisa amadurecer e decidir o rumo da fam\u00edlia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para falar sobre a forma, \u00e9 preciso dizer, inicialmente, que Selton mostrou que sabe fazer cinema. Com a fotografia de Walter Carvalho e dire\u00e7\u00e3o de arte de Claudio Amaral Peixoto, ele homenageia o cinema como admirador ao mesmo tempo que se garante como feitor. Em um filtro s\u00e9pia, cria-se um ambiente de nostalgia e mem\u00f3ria. Aqui est\u00e3o os elementos nos quais recaem quase todos os elogios ao filme. A Serra Ga\u00facha nos anos sessenta \u00e9 t\u00e3o aconchegante que, mesmo sem nunca se ter pisado l\u00e1, \u00e9 poss\u00edvel sentir saudades do lugar. Os enquadramentos e planos silenciam as vozes que ainda ousam dizer que brasileiro n\u00e3o sabe fazer cinema. Aqui, se manda na c\u00e2mera e se faz com ela o que quiser, do cl\u00e1ssico \u00e0 uma dose de experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Som e imagem s\u00e3o aliados: a for\u00e7a do primeiro n\u00e3o \u00e9 ignorada e, por isso, o segundo ganha for\u00e7a. Uma risada que se transforma no barulho do f\u00f3sforo ao raspar na caixinha; um som que vaza e faz com que a cena seguinte comece mesmo antes da imagem surgir; Luna que dan\u00e7a uma m\u00fasica cl\u00e1ssica que toca na cabe\u00e7a de Tony e o faz levitar. A mise-en-sc\u00e8ne se faz tanto na atua\u00e7\u00e3o quanto nos detalhes que c\u00e2mera e edi\u00e7\u00e3o de som constroem. A trilha sonora, brasileira e francesa, muitas vezes acaba at\u00e9 por distrair o espectador imerso na nostalgia jovem-guardesca. Imagens e sons fazem do filme uma poesia, uma dan\u00e7a que leva a tristeza embora.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m dos elementos j\u00e1 citados, a estrutura tamb\u00e9m cria dan\u00e7a na hist\u00f3ria. De um lugar melanc\u00f3lico, a primeira parte do filme faz insurgir a tristeza angustiante \u2014 onde ser\u00e1 que est\u00e1 o pai do menino? Por\u00e9m, no momento em que Tony decide que \u00e9 a hora de finalmente viver sua vida, no lugar da tristeza entra uma leve aventura vintage. Apesar da revela\u00e7\u00e3o do pai de Tony \u2014 que traz o filme para uma breve noite escura e chuvosa, assim como o estado emocional do personagem \u2014 o sentimento contente permanece. Talvez aqui esteja a ilustra\u00e7\u00e3o dos problemas de conte\u00fado: a partir da revela\u00e7\u00e3o, deveria retornar a longa tristeza do come\u00e7o.<\/p>\n<p align=\"justify\">O pai de Tony engravidou outra mulher. Eis o motivo de sua partida, que n\u00e3o foi para longe, visto que ele estava o tempo todo na cidade ao lado, palco das principais aventuras de Tony. A figura da mulher que ele engravida n\u00e3o \u00e9 uma surpresa, visto que o estere\u00f3tipo que carrega \u00e9 t\u00e3o grande que s\u00f3 poderia ser a femme fatale da cidade, aquela que ousou ficar com um homem casado. Petra \u00e9 sexy, \u00e9 linda, e seduz o tempo todo. Petra nada mais \u00e9 que isso. Todas as mulheres do filme poderiam ser muito mais \u2014 se houvesse a preocupa\u00e7\u00e3o de fazer personagens femininas complexas. Luna, por sua vez, \u00e9 a manic pixie dream girl, termo em ingl\u00eas que descreve a menina que veio para namorar o garoto meio esquisito. Completamente dentro dos padr\u00f5es de beleza, sua estranheza reside nos gostos art\u00edsticos. Sempre em fun\u00e7\u00e3o do homem, essa personagem existe para mostrar a ele coisas incr\u00edveis do mundo, enquanto usa roupas coloridas e n\u00e3o \u00e9 f\u00fatil como todas as outras garotas do mundo \u2014 mesmo sendo exatamente do mesmo padr\u00e3o de beleza que elas. N\u00e3o h\u00e1 a necessidade de importar para o cinema brasileiro os estere\u00f3tipos femininos repetidos \u00e0 exaust\u00e3o no cinema americano. A ideia n\u00e3o era fazer algo al\u00e9m de Hollywood?<\/p>\n<p align=\"justify\">A m\u00e3e de Tony, enfim, \u00e9 coadjuvante. A hist\u00f3ria \u00e9 sobre filho e pai. O que ela sente \u00e9 pouco mostrado. H\u00e1 uma vontade de saber se ela vai finalmente conhecer algu\u00e9m novo ou se vai simplesmente ter mais cenas no filme. Ficou claro que n\u00e3o \u00e9 sobre ela. Como o livro, o filme \u00e9 sobre o pai. Mas um pai que erra e \u00e9 vangloriado pelo erro merecia mesmo tudo isso? O filme se encerra com uma narra\u00e7\u00e3o de Tony, elogiando o fato do pai ter se escondido na cidade para cuidar sozinho do filho que teve, por preocupa\u00e7\u00e3o com a m\u00e3e do beb\u00ea, mas principalmente por n\u00e3o querer sujar a imagem da esposa dele. E assim o filme se encerra, com um pai her\u00f3i, que traiu, fugiu, abandonou, n\u00e3o conversou, e teve que acabar escondido cuidando do filho porque \u00e9 assim que as coisas s\u00e3o quando se erra: \u00e9 preciso lidar com as consequ\u00eancias, e faz\u00ea-lo n\u00e3o te faz um her\u00f3i, pois \u00e9 o m\u00ednimo.<\/p>\n<p align=\"justify\">O filme, em conclus\u00e3o, \u00e9 sobre um pai idealizado pelo filho. Aquele homem maravilhoso n\u00e3o existe. \u00c9 de uma est\u00e9tica bel\u00edssima, mas a t\u00e3o elogiada contempla\u00e7\u00e3o po\u00e9tica e livre de inc\u00f4modos n\u00e3o funciona para qualquer espectador, \u00e9 sorte de garotos como Terranova. O que n\u00e3o pode se perder aqui, todavia, \u00e9 essa qualidade da forma. Fica o desejo de que as mulheres possam v\u00ea-la sem ter que se preocupar com o machismo presente no filme.<\/p>\n<p align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1322 aligncenter\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/FilmeVida.jpg\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/FilmeVida.jpg 900w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/FilmeVida-300x201.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/FilmeVida-768x515.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 491px) 100vw, 491px\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Nanda Rossi<\/strong> \u00e9 graduanda do curso de Cinema e Audiovisual da PUC Minas. \u00c9 monitora do Centro de Cr\u00edtica da M\u00eddia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Nanda Rossi. 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