{"id":1241,"date":"2017-08-18T18:45:29","date_gmt":"2017-08-18T21:45:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ccmpucminas.com\/?page_id=1241"},"modified":"2017-08-18T18:45:29","modified_gmt":"2017-08-18T21:45:29","slug":"eu-nao-sou-seu-negro-o-racismo-daqui-e-o-racismo-de-la","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/eu-nao-sou-seu-negro-o-racismo-daqui-e-o-racismo-de-la\/","title":{"rendered":"Eu n\u00e3o sou seu negro: o racismo daqui e o racismo de l\u00e1"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Por Pablo Moreno<\/strong> <strong>Fernandes Viana<\/strong>. O Oscar 2017 foi marcado por um momento de transi\u00e7\u00e3o na Academia de Artes e Ci\u00eancias Cinematogr\u00e1ficas dos Estados Unidos. Desde as cr\u00edticas por conta da aus\u00eancia de representatividade negra nos filmes indicados \u00e0 premia\u00e7\u00e3o em 2016, muito se discutiu a respeito da tem\u00e1tica. Isso refletiu nos indicados de 2017: pela primeira vez na hist\u00f3ria, v\u00e1rios atores e atrizes negros concorreram em diversas categorias. Filmes com tem\u00e1ticas direcionadas aos negros disputaram estatuetas, diretores negros foram indicados, al\u00e9m de haver representantes tamb\u00e9m em diversas categorias t\u00e9cnicas. Um grande passo rumo a uma maior inclus\u00e3o e representatividade na principal premia\u00e7\u00e3o do cinema comercial no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Dentre os indicados, cabe destacar a categoria de Melhor Document\u00e1rio de Longa Metragem: tr\u00eas filmes que abordavam quest\u00f5es raciais foram indicados. Dentre eles, o filme \u201cEu n\u00e3o sou seu negro\u201d, de Raoul Peck. A obra aborda tensionamentos raciais nos Estados Unidos, desde a luta por direitos civis at\u00e9 quest\u00f5es relativas \u00e0 cidadania e consumo no final do governo do presidente Barack Obama. Realizado a partir do manuscrito n\u00e3o-finalizado <em>Remember this House<\/em>, do escritor norte-americano James Baldwin, o document\u00e1rio apresenta tamb\u00e9m a luta e a morte de tr\u00eas ativistas dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. A morte dos tr\u00eas ativistas \u00e9 abordada por Raoul Peck, sob a perspectiva de James Baldwin, com narra\u00e7\u00e3o de Samuel L. Jackson.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Medgar Evers, Malcom X e Martin Luther King foram importantes nomes na luta dos negros norte-americanos e, ainda que tivessem formas espec\u00edficas de se posicionar em suas milit\u00e2ncias, t\u00eam em comum o fato de terem sido assassinados. Al\u00e9m da trajet\u00f3ria de Baldwin com os tr\u00eas ativistas, o document\u00e1rio aborda tamb\u00e9m como os meios de comunica\u00e7\u00e3o estadunidenses, mais particularmente a televis\u00e3o e o cinema, representam o negro em suas narrativas. A partir da perspectiva de Baldwin, o document\u00e1rio convoca o espectador \u00e0 reflex\u00e3o sobre a consci\u00eancia acerca da negritude, em fun\u00e7\u00e3o da subrepresentatividade do povo negro nos filmes. Abrange os estere\u00f3tipos de comportamento associados a negros em fun\u00e7\u00e3o de como estes s\u00e3o apresentados na televis\u00e3o (seja em conte\u00fados ficcionais ou em programas de audit\u00f3rio).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A obra d\u00e1 luz, ainda, \u00e0 inser\u00e7\u00e3o dos negros na pol\u00edtica, colocando em debate discuss\u00f5es de Baldwin sobre um eventual presidente negro nos Estados Unidos. Falecido em 1987, o escritor n\u00e3o pode viver esse momento na hist\u00f3ria norte-americana, mas isso \u00e9 apresentado no filme a partir de imagens da posse do presidente Obama, em 2009.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outros t\u00f3picos abordados dizem respeito \u00e0s iniciativas de integra\u00e7\u00e3o entre negros e brancos, demonstrando as rea\u00e7\u00f5es violentas geradas a esses esfor\u00e7os. Os respons\u00e1veis pela rea\u00e7\u00e3o \u00e0s iniciativas de integra\u00e7\u00e3o foram institui\u00e7\u00f5es religiosas, elites e at\u00e9 mesmo pol\u00edticos. Passados esses tensionamentos, o filme discute aspectos relativos \u00e0 inclus\u00e3o dos negros no universo do consumo, importante instrumento de constru\u00e7\u00e3o de cidadania nas sociedades capitalistas. Quando essas quest\u00f5es s\u00e3o abordadas, come\u00e7am a ficar mais expl\u00edcitas diferen\u00e7as entre o racismo da sociedade norte-americana o racismo brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O Brasil viveu durante muitos anos o mito do \u201chomem cordial\u201d, conceito fundamentado por S\u00e9rgio Buarque de Holanda. Este mito fez com que houvesse o senso comum de que o brasileiro \u00e9 cordial, inclusivo, tolerante e integrado. No entanto, tais caracter\u00edsticas desaparecem quando observamos os desequil\u00edbrios e desigualdades que constituem nossa sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Atualmente, j\u00e1 se discute a ideia de um genoc\u00eddio do povo negro no Brasil. Os dados do mapa da viol\u00eancia comprovam que entre 2002 e 2012, o n\u00famero de homic\u00eddios de jovens brancos apresentou queda significativa: um decr\u00e9scimo de 32%. Ao mesmo tempo, por outro lado, os homic\u00eddios de jovens negros, que j\u00e1 eram maioria, cresceram nos mesmos 32%. Destaca-se nesses dados que o n\u00famero de homic\u00eddios de negros cresceu mais de 10% somente no \u00faltimo ano do levantamento. A partir da\u00ed t\u00eam surgido debates sobre a ado\u00e7\u00e3o do termo genoc\u00eddio para essas mortes, uma vez que o crescimento em n\u00edveis t\u00e3o assustadores de assassinatos de jovens negros sinaliza para a ideia de aniquila\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o de um povo. A discuss\u00e3o, no entanto, ainda fica relegada a meios de comunica\u00e7\u00e3o voltados para tem\u00e1ticas negras, como o Instituto Geled\u00e9s, por exemplo (GELED\u00c9S, 2015). A morte, em n\u00fameros superiores, do povo negro em compara\u00e7\u00e3o aos brancos sinaliza para uma das faces do racismo brasileiro: abordagens policiais mais recorrentes e violentas, conforme a viv\u00eancia do povo negro pode relatar. Cabe tamb\u00e9m concluir que a concentra\u00e7\u00e3o dos negros em periferias aumenta o risco de exposi\u00e7\u00e3o a crimes violentos, que resultam em morte.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em complemento \u00e0 viol\u00eancia, \u00a0acrescenta-se o encarceramento do povo negro. O Brasil \u00e9 o pa\u00eds com a segunda maior popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do mundo, dado que por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 alarmante. No entanto, cabe destacar que do total dos presos do pa\u00eds, 61,67% \u00e9 de pele negra ou parda, como colocado pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) do IBGE. Esse n\u00famero \u00e9 bastante superior ao correspondente da popula\u00e7\u00e3o negra no pa\u00eds, que totaliza 53,63% (POLITIZE-SE, 2017). Observar esses dados permite inferir que, al\u00e9m de estar submetido a um maior risco de situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, o negro \u00e9 enquadrado com mais recorr\u00eancia no estere\u00f3tipo de criminoso. Pergunte a um negro quantas vezes algu\u00e9m atravessou a rua ao passar por ele. Pergunte a um negro se j\u00e1 foi orientado a se \u201cvestir melhor\u201d para n\u00e3o ser confundido com um bandido. Pergunte a um negro se j\u00e1 foi orientado a agir de forma mais discreta para n\u00e3o chamar aten\u00e7\u00e3o. Destaca-se a\u00ed um atributo cruel do racismo brasileiro: Aos negros, cabe o rigor da lei e a neglig\u00eancia da justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Ilustra a diferen\u00e7a de tratamentos destinados a brancos e negros o caso de Rafael Braga, ex-morador de rua, preso por porte de desinfetante durante as manifesta\u00e7\u00f5es de 2013. \u00c0 \u00e9poca, o jovem foi preso, condenado a 4 anos e 8 meses em regime fechado, mas teve sua pris\u00e3o relaxada em 2015, recebendo o benef\u00edcio \u00e0 pris\u00e3o domiciliar. No entanto, cerca de um m\u00eas depois, foi preso novamente, dessa vez por tr\u00e1fico de drogas e associa\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fico por portar 0,6g de maconha e um morteiro (CARTA CAPITAL, 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">H\u00e1 que se dizer que se Rafael Braga foi preso cometendo delitos, cabe a ele o rigor da lei. No entanto, um exemplo recente prova a diferen\u00e7a desse tratamento. Ganhou destaque nos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o a not\u00edcia de que o filho de uma desembargadora do Mato Grosso do Sul (Breno Fernando Solon Borges) foi preso em posse de 130kg de maconha, muni\u00e7\u00f5es de fuzil e uma pistola 9mm. Enquanto Rafael foi preso, recebeu o benef\u00edcio \u00e0 pris\u00e3o domiciliar e foi preso novamente \u2013 sendo desta vez condenado por tr\u00e1fico \u2013 Breno ficou apenas tr\u00eas meses preso. Por determina\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a, foi transferido para uma cl\u00ednica psiqui\u00e1trica (CARTA CAPITAL, 2017).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Dois pesos, duas medidas. A quantidade de drogas apreendida com o filho da desembargadora \u00e9 216,67 vezes superior ao que portava Rafael. Isso sem falar na diferen\u00e7a dos artefatos b\u00e9licos presos com os dois. No entanto, para Rafael, coube o rigor da lei. Para Breno, a condescend\u00eancia de quem precisa de amparo e prote\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a entre eles? A origem familiar e a cor da pele. Mais recentemente, o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro negou o pedido de liberdade para Rafael Braga.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Apesar de uma s\u00e9rie de pol\u00edticas afirmativas implementadas no Brasil durante os anos 2000, o abismo social entre negros e brancos \u00e9 escandaloso. Nas Universidades, os negros s\u00e3o minoria: seja entre alunos, mais ainda entre professores. Sobre isso cabe destacar a campanha feita Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que perguntava: \u201cQuantos professores negros voc\u00ea tem?\u201d. O convite \u00e0 reflex\u00e3o promovido pela campanha vinha acompanhado da hashtag #n\u00e3o\u00e9coincid\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">N\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia. Nas universidades: Quantos professores negros? Quantos alunos negros? Na pol\u00edtica: Quantos deputados negros? Quantos prefeitos negros? Quantos presidentes negros? Quantos senadores negros? Nos neg\u00f3cios: Quantos empres\u00e1rios negros? Quantos milion\u00e1rios negros nas listas dos mais ricos? Nos meios de comunica\u00e7\u00e3o: Quantos protagonistas negros em telenovelas? Quantos protagonistas no cinema nacional contempor\u00e2neo? Quantos seriados abordando tem\u00e1ticas negras? Quantos gal\u00e3s negros em capas de revista? Em outra dire\u00e7\u00e3o, perguntamos tamb\u00e9m: Quantos presidi\u00e1rios? Quantas abordagens policiais violentas? Quantos homic\u00eddios? Quantas persegui\u00e7\u00f5es por seguran\u00e7as de estabelecimentos? Quantos \u2018mal-entendidos\u2019?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Em debate realizado pelo grupo de pesquisa M\u00eddia e Narrativa, em parceria com o Centro de Cr\u00edtica da M\u00eddia da PUC Minas, no dia 4 de agosto de 2017, algumas dessas discuss\u00f5es foram colocadas em pauta. A exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio de Raoul Peck, acompanhada de debate com professores, pesquisadores e discentes suscitou algumas quest\u00f5es, chamando a aten\u00e7\u00e3o dos alunos brancos presentes para o chamado \u201cteste do pesco\u00e7o\u201d: Ao adentrar em algum ambiente, vire o pesco\u00e7o para um lado, depois vire para outro. Quantos negros est\u00e3o ali? A representatividade condiz com a realidade da popula\u00e7\u00e3o brasileira? A partir dessa consci\u00eancia \u00e9 poss\u00edvel dar in\u00edcio a uma reflex\u00e3o sobre a institucionaliza\u00e7\u00e3o do racismo brasileiro, que ocorre disfar\u00e7ado de \u201cmal entendido\u201d, \u201cmeritocracia\u201d ou da acusa\u00e7\u00e3o de \u201cfalta de interesse dos negros em ocupar os espa\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Reconhecer a exist\u00eancia do racismo \u00e9 o primeiro passo em busca de um debate mais qualificado sobre ele. A partir da\u00ed, abre-se espa\u00e7o para um amadurecimento e a busca por pol\u00edticas que promovam a igualdade e que corrijam d\u00edvidas hist\u00f3ricas de um dos pa\u00edses que aboliu de forma mais tardia a escravid\u00e3o. Enquanto houver a hipocrisia nesse debate, o racismo velado e institucionalizado continuar\u00e1 persistindo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para finalizar, retornando \u00e0 ideia inicial desse texto, abordamos o filme Estrelas al\u00e9m do tempo, que concorreu a tr\u00eas pr\u00eamios no Oscar de 2017. A obra debate as contribui\u00e7\u00f5es de tr\u00eas mulheres negras para o programa espacial norte-americano na d\u00e9cada de 1960. Apesar de todas as dificuldades provocadas pela segrega\u00e7\u00e3o racial e de g\u00eanero, as mulheres tiveram import\u00e2ncia hist\u00f3rica fundamental para o programa, apesar do silenciamento hist\u00f3rico sobre sua participa\u00e7\u00e3o. A fala de uma das personagens ilustra um sentimento bastante comum para os negros no Brasil de 2017. O pa\u00eds adota pr\u00e1ticas de racismo velado e institucionalizado e cabe aos negros concluir: \u201cSempre que temos uma chance de avan\u00e7ar, eles mudam a linha de chegada\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"  wp-image-1238 aligncenter\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/kam-pix-february-9-2017.jpg\" alt=\"Kam-pix-February-9-2017\" width=\"556\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/kam-pix-february-9-2017.jpg 1353w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/kam-pix-february-9-2017-300x202.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/kam-pix-february-9-2017-768x517.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/kam-pix-february-9-2017-1024x689.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Pablo Moreno<\/strong> <strong>Fernandes Viana<\/strong> \u00e9 Doutor em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o pela ECA-USP, Professor do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o Social da PUC Minas e membro dos grupos de pesquisa M\u00eddia e Narrativa (PUC Minas) e GESC3 (Grupo de Estudos Semi\u00f3ticos em Comunica\u00e7\u00e3o Cultura e Consumo) da USP.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.geledes.org.br\/o-genocidio-da-juventude-negra-no-brasil\/\">https:\/\/www.geledes.org.br\/o-genocidio-da-juventude-negra-no-brasil\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.politize.com.br\/populacao-carceraria-brasileira-perfil\/\">http:\/\/www.politize.com.br\/populacao-carceraria-brasileira-perfil\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/caso-rafael-braga-justica-reforca-a-segregacao-racial-no-brasil\">https:\/\/www.cartacapital.com.br\/sociedade\/caso-rafael-braga-justica-reforca-a-segregacao-racial-no-brasil<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.pragmatismopolitico.com.br\/2017\/02\/documentario-eu-nao-sou-seu-negro-brasil.html\">https:\/\/www.pragmatismopolitico.com.br\/2017\/02\/documentario-eu-nao-sou-seu-negro-brasil.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/noticias\/a-face-e-os-numeros-do-novo-congresso\/\">http:\/\/congressoemfoco.uol.com.br\/noticias\/a-face-e-os-numeros-do-novo-congresso\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/racismo-na-midia-entre-a-negacao-e-o-reconhecimento-4304.html\">https:\/\/www.cartacapital.com.br\/blogs\/intervozes\/racismo-na-midia-entre-a-negacao-e-o-reconhecimento-4304.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pablo Moreno Fernandes Viana. O Oscar 2017 foi marcado por um momento de transi\u00e7\u00e3o na Academia de Artes e Ci\u00eancias Cinematogr\u00e1ficas dos Estados Unidos. Desde as cr\u00edticas por conta da aus\u00eancia de representatividade negra nos filmes indicados \u00e0 premia\u00e7\u00e3o em 2016, muito se discutiu a respeito da tem\u00e1tica. 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