{"id":1066,"date":"2017-05-03T14:03:46","date_gmt":"2017-05-03T17:03:46","guid":{"rendered":"http:\/\/ccmpucminas.com\/?page_id=1066"},"modified":"2017-05-03T14:03:46","modified_gmt":"2017-05-03T17:03:46","slug":"whitewashing-a-heranca-de-um-passado-xenofobo-na-industria-do-cinema","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/whitewashing-a-heranca-de-um-passado-xenofobo-na-industria-do-cinema\/","title":{"rendered":"Whitewashing: a heran\u00e7a de um passado xen\u00f3fobo na ind\u00fastria do cinema"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Por Roberto Barcelos. <\/strong>Apesar das in\u00fameras contribui\u00e7\u00f5es do cinema hollywoodiano para a ind\u00fastria audiovisual, existem certas l\u00f3gicas de seu sistema que influenciam a constru\u00e7\u00e3o social e a marginaliza\u00e7\u00e3o e estereotipiza\u00e7\u00e3o de certos grupos sociais em diversos n\u00edveis. O <em>whitewashing <\/em>\u00e9 uma forma de viol\u00eancia simb\u00f3lica que elimina a representa\u00e7\u00e3o de etnias n\u00e3o caucasianas em filmes, s\u00e9ries, seriados e novelas, criando uma realidade narrativa composta por personagens de apar\u00eancias homog\u00eaneas de acordo com o padr\u00e3o de beleza vendido por essa ind\u00fastria. Essa pr\u00e1tica recorrente, ainda, elimina a representatividade e naturaliza preconceitos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Antes da \u201climpeza\u201d de etnias no audiovisual por meio do <em>whitewashing<\/em>, o teatro agia de forma quase semelhante, mas com a interpreta\u00e7\u00e3o de personagens negros por atores que pintavam o rosto com carv\u00e3o de corti\u00e7a. O <em>blackface <\/em>surgiu no s\u00e9culo XIX durante os <em>Minstrel Shows<\/em> nos Estados Unidos, espet\u00e1culos teatrais populares que reuniam apresenta\u00e7\u00f5es de humor, dan\u00e7a e m\u00fasica com artistas \u201cfantasiados\u201d de negros.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Essas caracteriza\u00e7\u00f5es e performances apenas refor\u00e7avam os estere\u00f3tipos que existiam em rela\u00e7\u00e3o aos afros americanos. Seus tra\u00e7os eram desenhados pela maquiagem de forma exagerada, com l\u00e1bios e narizes acentuados, combinados com personalidades irrealistas; os personagens eram sempre ignorantes e b\u00eabados. Esses artif\u00edcios serviam para provocar o humor de forma racista e exclu\u00eda a presen\u00e7a dos negros nos n\u00facleos teatrais. O <em>blackface <\/em>tamb\u00e9m ganhou grande popularidade no Reino Unido, onde a emissora BBC criou o programa \u201c<em>The Black and White Minstrel Show<\/em>\u201d (1958-1978), protagonizado por brit\u00e2nicos pintados.<\/p>\n<div id=\"attachment_1035\" style=\"width: 374px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1035\" class=\"alignright  wp-image-1035\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/minstrel_posterbillyvanware_edit.jpg?w=300\" alt=\"Minstrel_PosterBillyVanWare_edit\" width=\"368\" height=\"272\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/minstrel_posterbillyvanware_edit.jpg 2712w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/minstrel_posterbillyvanware_edit-300x222.jpg 300w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/minstrel_posterbillyvanware_edit-768x569.jpg 768w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/minstrel_posterbillyvanware_edit-1024x758.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><p id=\"caption-attachment-1035\" class=\"wp-caption-text\">Reprodu\u00e7\u00e3o de um poster de um minstrel show em 1900, de William H. West<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\">A pr\u00e1tica do <em>blackface <\/em>chegou ao fim como movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, com a luta pela igualdade levada a cabo pela comunidade afroamericana, culminando com o fim da segrega\u00e7\u00e3o racial. Contudo, a pr\u00e1tica ainda acontece, inclusive no Brasil. Comediantes como Paulo Gustavo, conhecido por filmes como \u201cMinha m\u00e3e \u00e9 uma Pe\u00e7a\u201d (2013) e \u201cVai que Cola\u201d (2015), j\u00e1 causou pol\u00eamica ao interpretar a personagem Ivonete, uma mulher pobre e negra. A personagem de Paulo Gustavo \u00e9 apenas um dos exemplos racistas que fazem parte da ind\u00fastria do entretenimento nacional e internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O <em>whitewashing <\/em>surge como heran\u00e7a desse passado racista e xen\u00f3fobo, uma nova forma de eliminar ou deturpar a imagem de outros grupos culturais no audiovisual. A revista digital \u201c<em>Slate<\/em>\u201d publicou o artigo \u201c<em>The Seven Strategies for Defending Your Problematic TV Show or Movie &#8211; and Why They Don\u2019t Work<\/em>\u201d, desconstruindo argumentos falhos que tentam, de alguma forma, defender filmes ou programas de televis\u00e3o que possuem tem\u00e1ticas raciais problem\u00e1ticas. A autora do artigo, Marissa Martinelli, comenta o lan\u00e7amento da nova s\u00e9rie do Netflix, \u201cPunho de Ferro\u201d (<em>Iron Fist<\/em>, 2017). A s\u00e9rie \u00e9 protagonizada pelo ator Finn Jones que interpreta o super-her\u00f3i Danny Rand, mestre em <em>kung fu<\/em> e artes m\u00edsticas asi\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A hist\u00f3ria de uma personagem conhecedora de artes marciais e m\u00edsticas orientais incentivou aos f\u00e3s de super-her\u00f3is solicitarem, por meio das redes sociais, que algum ator de descend\u00eancia asi\u00e1tica fosse escalado para o papel. Contudo, a escolha do Finn Jones teve como consequ\u00eancia a baixa aceita\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie e in\u00fameras cr\u00edticas da audi\u00eancia. O que chamou a aten\u00e7\u00e3o da autora foram as desculpas e explica\u00e7\u00f5es falhas dadas por Jones para a escolha de um elenco caucasiano. Entre as fal\u00e1cias, Martinelli evid\u00eancia como a pr\u00f3pria ind\u00fastria se culpa pela falta de representatividade, como um problema maior imposs\u00edvel de ser corrigido.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A autora concorda que existe um problema de representatividade na ind\u00fastria, mas trat\u00e1-lo como uma caracter\u00edstica inerente e inevit\u00e1vel ameniza a responsabilidade dos est\u00fadios de n\u00e3o se interessarem em escalar atores de outras etnias para filmes. Podemos pensar essa l\u00f3gica como um ciclo vicioso: atores asi\u00e1ticos, por exemplo, perdem seus pap\u00e9is para atores caucasianos e n\u00e3o conseguem ser reconhecidos pelo p\u00fablico e produtores de Hollywood. Eles sempre estar\u00e3o em planos inferiores durante os processos de sele\u00e7\u00e3o de elenco em compara\u00e7\u00e3o com atores brancos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Outro exemplo recente de <em>whitewashing<\/em> que chamou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi o filme \u201c<em>Ghost in the Shell<\/em>\u201d (Rupert Sanders, 2017), uma adapta\u00e7\u00e3o em <em>live-action<\/em> de um dos mais famosos filmes de anima\u00e7\u00e3o japonesa. O enredo da obra acontece em um Jap\u00e3o futurista, onde a biotecnologia foi desenvolvida o suficiente para que partes do corpo humano sejam substitu\u00eddas por equipamentos eletr\u00f4nicos e rob\u00f3ticos. Para interpretar a protagonista do filme, Motoko Kusanagi, os produtores escolheram a atriz estadunidense Scarlett Johansson.<\/p>\n<div id=\"attachment_1064\" style=\"width: 606px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1064\" class=\" size-full wp-image-1064 aligncenter\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/scalett1.jpg\" alt=\"scalett\" width=\"600\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/scalett1.jpg 600w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/scalett1-300x158.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-1064\" class=\"wp-caption-text\">Scarlett Johansson em <em>Ghost in the Shell<\/em> e sua personagem no filme original<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\">A personagem de Johansson ainda ganhou uma peruca preta com corte chanel para completar o seu visual nip\u00f4nico, enquanto os atores que realmente possuem algum tra\u00e7o \u00e9tnico japon\u00eas foram escalados para encenar vil\u00f5es e capangas que ficam em segundo plano no filme. Contudo, um dos casos recentes que foi considerado mais absurdo nas redes sociais aconteceu no filme \u201c<em>Pan<\/em>\u201d (Joe Wright, 2015). A atriz Rooney Mara recebeu o papel da \u201cPrincesa Tigrinha\u201d e embranqueceu de todas as formas poss\u00edveis uma personagem ind\u00edgena.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mara se defendeu ap\u00f3s o lan\u00e7amento do filme em uma entrevista para o jornal \u201c<em>The Daily Telegraph<\/em>\u201d. A atriz admitiu: \u201ceu realmente odeio, odeio, odeio que estou desse lado da conversa sobre esse &#8216;branqueamento&#8217; de Hollywood\u201d e continua com a declara\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o quero nunca estar nesse lado dela novamente. Consigo entender por que as pessoas ficaram chateadas e frustradas\u201d. Martinelli percebe em seu artigo a atitude de Rooney Mara como algo positivo. Apesar de ter colaborado com o <em>whitewashing<\/em>, \u00e9 importante haver esse tipo de postura cr\u00edtica que incentiva reflex\u00f5es sobre a pr\u00e1tica, evitando, assim, a perpetua\u00e7\u00e3o do apagamento de certos grupos em narrativas midi\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para que isso aconte\u00e7a de fato \u00e9 necess\u00e1rio que os atores, cineastas e produtores parem de defender a hegemonia caucasiana na ind\u00fastria onde trabalham. Os efeitos desse termo, at\u00e9 mesmo seu surgimento, s\u00e3o reflexos de um passado xen\u00f3fobo ainda n\u00e3o esquecido no meio social e cultural do teatro, audiovisual e outras formas de produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica. A pr\u00e1tica de exclus\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o fortalece o controle social, como parte de um mecanismo de marginaliza\u00e7\u00e3o de grupos \u00e9tnicos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Para saber mais, leia o <a href=\"http:\/\/www.slate.com\/blogs\/browbeat\/2017\/03\/24\/filmmakers_and_actors_keep_defending_casting_controversies_but_here_s_why.html\">artigo<\/a> publicado na Slate Magazine.<\/p>\n<div id=\"attachment_1054\" style=\"width: 606px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1054\" class=\" size-full wp-image-1054 aligncenter\" src=\"http:\/\/www1.fca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/35a80638a7b1321d4cd2acb3527795e36f8a4cf21cd39fb37bbd8a420d1c03be.jpg\" alt=\"35a80638a7b1321d4cd2acb3527795e36f8a4cf21cd39fb37bbd8a420d1c03be.jpg\" width=\"600\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/35a80638a7b1321d4cd2acb3527795e36f8a4cf21cd39fb37bbd8a420d1c03be.jpg 600w, https:\/\/blogfca.pucminas.br\/ccm\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/35a80638a7b1321d4cd2acb3527795e36f8a4cf21cd39fb37bbd8a420d1c03be-300x150.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-1054\" class=\"wp-caption-text\">Rooney Mara no filme <em>Pan<\/em><\/p><\/div>\n<p style=\"text-align:justify;\"><strong>Roberto Barcelos <\/strong>\u00e9 graduando do curso de jornalismo da PUC Minas. \u00c9 membro do grupo de pesquisa M\u00eddia e Narrativa e monitor do Centro de Cr\u00edtica da M\u00eddia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Roberto Barcelos. 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